domingo, 15 de junho de 2008
quinta-feira, 5 de junho de 2008
...CHORA, O CHORO CHORA...
As tardes de domingo ficarão mais tristes neste cantinho da alma carioca. Morreu, no sábado, véspera do Dia das Mães, Clóvis do Violão - criador da tradicional roda de choro de varanda, que animava os fins de semana no subúrbio da Penha. Quem já passou pelo umbral daquela casinha amarela aconchegante, na Rua Indígena, sopé da Igreja da Penha, terá dificuldade de dormir com o silêncio do sete-cordas, que havia mais de 30 anos acompanhava Jamelão na Mangueira, nos espetáculos e nos desfiles das escolas de samba. Choram os chorões da Penha. Choram Joel do Bandolim, Zé da Velha, Preto Rico, Dominguinhos do Estácio, Tia Amélia, Tia Dalva, Sastre, o Humilde, Pipoca, o Jorge e, principalmente, nossa querida Ana, compannheira inseparável do Clóvis. Tantos são os músicos, amadores e profissionais, que choram como nunca. Há lágrimas até nos pasteizinhos, no feijão amigo, no galo cozido e na cerveja suada. Chora Anézio, que me apresentou este maravilhoso lugar. As crianças, que tanto se orgulham de vestir a camisa amarela do Meu Kantinho, alunas do Clóvis, elas também estão chorando de saudade. Choram as cozinheiras, as quituteiras, o Capitão (com a inseparável lambreta 1957), o Quilombola e seu pandeiro, que, com os seus mais de 70 anos, vinha de Sepetiba especialmente para tocar na roda.. Chora Clarice, que que com as lentes sensíveis registrou os domingos no Meu Kantinho e levou para Paris imagens inacreditáveis. Choram os cavacos, os trombones, os pandeiros, as sanfonas, instrumentos pendurados na parede, o piano no canto do salão, as mesinhas cobertas com pano quadriculado vermelho e branco. Choram o galo e o rabo-de-galo. Chora a galinha, o gato, o cachorro vira-latas, a bicharada que povoa a tarde dos subúrbios, como as pipas e balões coloridos contra o céu azul. Escrevo neste domingo, dia das Mães, uma das datas mais festejadas pelo Clóvis e os chorões da Penha. A tarde está cinzenta. A chuva cai fina e lentamente, como um choro sentido.
por Claudio Renato - TV GLOBO
por Claudio Renato - TV GLOBO
domingo, 1 de junho de 2008
... A ORIGEM E O ORIGINAL DE TUDO ...
Há 26 anos atrás, comecei a freqüentar botecos com meu Pai...Filho único, “garrado” com ele, tinha nos botecos a oportunidade da sua companhia...
Wilson Saideira, ou simplesmente Cadinha, como meu Pai era conhecido, flamenguista doente, fundador da torcida organizada Fla Chopp, tocava um tan-tan como ninguém e versava nas rodas de samba do Rio com Arlindo Cruz, Almir Guineto, entre outros...
Ontem (31-mai), coincidentemente ou não, ele faria 63 anos, se tivesse entre nós...
Depois de alguns anos investindo na minha formação a acadêmica, voltei a fazer algumas das coisas que mais gostava e que formaram minhas ORIGENS desde Botafogo, passando por Maria da Graça, Água Santa e por fim na Vila da Penha, bairro suburbano que escolhi para viver...Voltei a freqüentar as rodas de samba e percorrer botecos por esse Brasilzão...
Em 2004, o meu amigo e churrasqueiro particular, Zé Carlos, me convidou para abrir uma lanchonete...topei o negócio desde que fosse um BAR...via aí oportunidade de reunir num mesmo ambiente algumas das coisas que mais gosto na vida: AMIGOS, BATE-PAPO, MÚSICA E CERVEJA GELADA...
Em 08-dez-2004, Dia de Nsa. Sra. da Conceição, nascia o Bar O ORIGINAL do Brás, em Brás de Pina, RJ, coração do subúrbio carioca....
A proposta era de recriar os tradicionais, os ORIGINAIS botequins do subúrbio carioca, desde a decoração até o cardápio...
Depois falo mais um tiquinho...passe lá e vamos beber uma Original gelada...
Wilson Saideira, ou simplesmente Cadinha, como meu Pai era conhecido, flamenguista doente, fundador da torcida organizada Fla Chopp, tocava um tan-tan como ninguém e versava nas rodas de samba do Rio com Arlindo Cruz, Almir Guineto, entre outros...
Ontem (31-mai), coincidentemente ou não, ele faria 63 anos, se tivesse entre nós...
Depois de alguns anos investindo na minha formação a acadêmica, voltei a fazer algumas das coisas que mais gostava e que formaram minhas ORIGENS desde Botafogo, passando por Maria da Graça, Água Santa e por fim na Vila da Penha, bairro suburbano que escolhi para viver...Voltei a freqüentar as rodas de samba e percorrer botecos por esse Brasilzão...
Em 2004, o meu amigo e churrasqueiro particular, Zé Carlos, me convidou para abrir uma lanchonete...topei o negócio desde que fosse um BAR...via aí oportunidade de reunir num mesmo ambiente algumas das coisas que mais gosto na vida: AMIGOS, BATE-PAPO, MÚSICA E CERVEJA GELADA...
Em 08-dez-2004, Dia de Nsa. Sra. da Conceição, nascia o Bar O ORIGINAL do Brás, em Brás de Pina, RJ, coração do subúrbio carioca....
A proposta era de recriar os tradicionais, os ORIGINAIS botequins do subúrbio carioca, desde a decoração até o cardápio...
Depois falo mais um tiquinho...passe lá e vamos beber uma Original gelada...
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